História das Marcas: Chanel – “Menos é mais”
quinta-feira, março 06, 2014Ela conseguiu com estilo e elegância libertar a mulher dos anos 20 dos trajes desconfortáveis e rígidos, conseguiu reproduzir em suas criações sua própria imagem, de mulher independente, feminista, elegante, bem-sucedida, com personalidade e estilo.
Gabrielle Bonheur Chanel, nasceu em Saumur no dia 19 de agosto de 1883 e morreu em Paris, no dia 10 de janeiro de 1971, mais conhecida como Coco Chanel, feminista, elegante, Chanel foi mulher à frente do seu tempo.
Tinha quatro irmãos (2 meninos e 2 meninas), o pai, Albert Chanel, era caixeiro-viajante e a mãe, Jeanne Devolle, era doméstica. Sua mãe faleceu quando ela ainda era criança e seu pai ficou responsável pelas crianças. As meninas foram educadas num colégio interno, e os irmãos foram trabalhar numa feira.
Com vinte anos, Gabrielle saiu do colégio e foi em busca de um emprego como bailarina, na área de dança e teatro, que não deu muito certo devido à sua estatura.
Com vinte e cinco anos, Chanel conheceu um rico comerciante de tecidos, chamado Etienne Balsan, com quem passou a viver, depois conheceu o rico inglês Arthur Boyle, que se tornou o amor de sua vida e foi ele que a ajudou a abrir sua primeira loja de chapéus, que em pouco tempo se tornou um sucesso.
A relação deles acabou e Chanel abriu a primeira casa de costura, que comercializava roupas e chapéus, além de vender também roupas desportivas para ir à praia e para montar a cavalo, foi ela quem inventou as primeiras calças femininas.
No início dos anos 20, Chanel se relacionou com o russo Dmitri Pavlovich, que a inspirou em desenhar roupas com bordados do folclore russo, contratando diversas costureiras. Foi neste período que Chanel conheceu muitos artistas importantes, como Pablo Picasso, Luchino Visconti e Greta Garbo.
Suas roupas vestiram as grandes atrizes de Hollywood, e seu estilo ditava moda em todo o mundo. Além de confecções próprias, desenvolveu perfumes com sua marca. Os seus tailleurs, a camélia como broche e as pérolas são referência até hoje, além da bolsa com alças de corrente dourada.
Chegou a Segunda Guerra Mundial e Chanel fechou sua Maison e envolveu-se com um oficial alemão. Reabriu-a em 1954.
Rumores históricos confirmam que Coco foi uma leal aliada dos alemães. O biógrafo Edmonde Charles-Roux afirma que a inteligência alemã a mandou para a "uma visita a Winston Churchill como parte de um missão de paz em segredo."
Coco Chanel foi presa logo após a libertação da França do nazismo sob acusação de cumplicidade com os alemães, mas Churchill interveio em nome dela e a libertou. Após a guerra Coco foi rejeitada pelos políticos franceses e fugiu para a Suíça.
Chanel voltou a Paris em 1953 e descobriu que Christian Dior já dominara o mercado da alta costura. Pierre colaborou muito com Coco para reerguer a companhia e juntos introduziram as famosas bolsas de couro e os seus primeiros perfumes masculinos. Chanel chegou a receber o Fashion Oscar de 1957 pela sua coleção de primavera. O herdeiro de Pierre Jacques Wertheimer tomou o lugar do pai em 1965.
Gabrielle "Coco" Chanel morreu em 10 de janeiro de 1971 com 87 anos de idade e ainda confeccionando peças de roupas para a sua empresa. Seu último trabalho famoso foram os uniformes para a Olympic Airlines em 1969. Após sua morte, a liderança da empresa foi conferida a Yvonne Dudel, Cazaubon Guibourge Jean e Philippe.
A Casa Chanel continuou o sucesso de moda e Jacques Wetheimer comprou toda a empresa.
Contribuições importantes da Chanel na moda:
• Lançou a moda dos cabelos curtos para mulheres;
• Coloca o jérsei na moda feminina, antes o tecido só era usado em roupas de baixo masculina;
• Lançou o “chique pobre”: uma mulher bem vestida é uma pouco vestida, é dela a expressão “menos é mais”. Suas roupas são práticas, nos tecidos e cortes, coloca a calça no guarda-roupa feminino e também a bijuteria;


0 comentários